sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

In the pub

Tá tarde e frio, eu sinto a sua falta. Já vai dar 4 horas da madrugada, e eu já não sei há quantas horas estou te esperando. Eu nem sei quantas horas ainda terei de te esperar. Daqui a pouco amanhece e, ao contrário do que eu sonhei, você não vai entrar em meu quarto junto do sol. Eu queria poder sair, abrir meu coração e gritar aos quatro cantos meu amor. Mas, da última vez, eu gritei às quatros paredes do meu quarto, que você mesma ergueu, para que meus gritos, daqui, não saíssem. Eu não quero me ensurdecer outra vez. Vou deixar meus gritos aqui, nesse guardanapo, desse bar. Quem sabe um dia, tu venha até aqui e os queira escutar.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Desleal

Desculpa
Eu não consegui voltar a tempo,
Não quis te mostrar o vento
Das montanhas do interior,
Das paredes do meu cobertor.

Desculpa
A fraqueza me corrompeu
O obcessão me escreveu
As linhas que o tempo esqueceu.

Desculpa
As minhas desculpas não são sinceras
Nem nunca serão.
Não sei mais controlar
O que habita meu coração.

Desculpa
Mas não desejo que aceite esse pedido
Não é de verdade, você sabe.
No nosso amor, não há palavra que cabe.

Desculpa
Eu perdi o ar.
Desculpa, não deu pra continuar.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Alone in the dark N

Onde estão teus olhos, que eu não os vejo? Não me venha dizer que já pertecem a um outro alguém, não me venha de novo. Deixa, que sozinho eu resisto sozinho. Eu vivo sozinho. Eu amo sozinho. É tão melhor fazer tudo sozinho. De novo. É tão melhor me sentir em mim, de novo, e ver como eu posso viver.
Eu só notei a tua ansência ao sentir um perfume parecido com o teu, ao me pegar lembrando de uma mania peculiar tua. Manias... éramos tão cheios delas, lembra? E são essas manias, cotidianas, que não vão deixar em paz, nunca mais. São essas manias que vão nos prender, nos ligar, pra sempre. Pode viver tua vida, pode entregá-la a outro. Mas as manias, elas sempre vão te fazer voltar ao nosso tempo. E eu espero que tu sinta o gosto amargo no arrependimento te invadir a garganta, estômago, coração. Pelo menos uma vez. Ou só uma vez. Coisas assim não são agradáveis de se sentir, mas são necessárias; eu quero que tu cresça.

Eu não vou sair de você, meu bem. Você sabe.

Muggy

Quando eu vou te pedir perdão, por não ter te encontrado, quando estava tão sozinha ao meu lado, na mesma direção? O que é viver em vão, por não ter conquistado tudo que tinha nas mãos? Eu sempre acreditei mais em mim do que em você, se for melhor no fim, desculpa se eu não soube te entender. É fácil te dizer, estando longe de você. Eu já sei que me falta amor, desculpa se eu não sei porquê.

Two years.

Ontem foi um dia solitário demais pra eu escrever alguma coisa, eu tava muito meu, depois de tanto tempo sendo seu; mas não por isso deixei de te pertencer também. Eu só quis me sentir sozinho, e não estou reclamando. Não mesmo. E vou repetir a foto porque eu achei um significado pra ela. Foto tirada, assim, de brincadeira, na casa do Felipe, por fim, ganha um significado. "I need u!". Talvez eu precise mesmo de você, talvez eu não saiba mesmo o quanto eu preciso de você. Durante todo esse ano, eu vi castelos desmoronando, amores encontrando fim, lares caindo por terra a baixo, vidas perdendo sua razão, enquanto mortes a encontravam. E o melhor, eu vi uma paixão se transformar em amor. Tudo mudou, tudo, absolutamente tudo! Exceto eu, e você, e a essencia das pessoas. Você continua a mesma, a mesma menina linda por quem fui, por tanto tempo, apaixonado. Você mudou sua forma de tratar as pessoas, de me tratar; sua forma de pensar sobre nós e o nosso futuro. Mas sua essencia está no seu sorriso, e ele continua o mesmo. E isso me faz crer em como é tão possível esse amor. Não somos mais apaixonados, não temos aquele sentimento avassalador; ou talvez tenhamos, em um dia ou outro. Eu acredito que a saudade traga de volta uma paixão. Mas, de qualquer forma... agora somos amantes! E isso é muito mais lindo do que mil paixões. Vi milhões de casais acabando porque "a paixão acabou", "não tava dando certo", blablabla. Porra, eu consegui construir um amor antes da paixão ir. E me orgulho TANTO disso! Aconteça o que for, tu vai ser o grande amor da minha vida, para sempre, além do céu. Mesmo que já tenha acabado tudo que, de concreto, nós tínhamos. Mesmo que acabe tudo que há no mundo. E eu não vou me arrepender de nada que eu já tenha feito, nada. Eu fiz tudo que quis fazer, te dei o melhor amor que eu podia ter, e, talvez fosse tudo que eu podia te dar. E tomara, mesmo, que eu possa te dar muito mais, e que tudo que eu sonhei, planejei, programei contigo possa se concretizar. E, eu vou esperar por isso, como eu sempre esperei, como eu sempre vou esperar. Realizando ou não, eu vou esperar. Obrigado por tudo, por todo esse tempo, por todo crescimento, por tudo. Feliz dois anos.

Imutável

Chutou o balde, cheio de histórias, lágrimas, noites em claro, textos e mais textos. O balde que fora branco e, agora, já está imundo de sujeira, mentiras, dores, angústia. Uma vez derramado, não volta mais. Todo conteúdo ali era líquido, e se foi. Pra sempre. Imperceptível a mudança. Tudo mudando e se renovando. Eu continuo o mesmo, eu nunca vou mudar. Eu mudo meu comportamento com aquele ou com aquele outro que me faz mal. Mas eu, eu não mudo. Eu mudo minha opinião sobre aquilo ou aquilo outro, se percebo o erro ou a falta de veracidade. Mas eu, eu não mudo. Nunca. Mesmo com o balde virado, com tudo no chão, jogado fora, eu continuo o mesmo, e não ainda assim, não sinto a mínima vontade de mudar. Eu me adapto, acostumo, controlo, deformo, modifico, movo, volto, mas eu não mudo. Eu não mudo.

sábado, 28 de novembro de 2009

Balada pra você e eu

Então os dois se acharam na escuridão, ela com os pés no chão e ele não. Seu destino cego a lhes conduzir, sua sorte à solta a lhes indicar um caminho e dançavam lá, em meio a tanta gente, se encontraram ali. O mundo está tão mau lá fora, onde irão vocês agora? E tudo aconteceu quando as mãos se tocaram, quando os olhos nem viram quando a noite chegou. Então eles se deram na convicção, feitos um pro outro, mas por exclusão. Seu destino cego a lhes conduzir, sua sorte à solta a lhes indicar um caminho e dançavam lá em meio a tanta gente; se encontraram ali. E tudo estremeceu: as paredes do tempo, os telhados do mundo, as cidades do céu. Eram os dois avessos aos normais. Ela com os pés no chão, e o chão se abriu, um abismo e dançavam lá em meio a tanta gente; se perderam ali. Nada pára, nada espera. Que o destino assim quisera.

(Balada pra João e Joana - Skank)

As paredes do tempo

Como é possível duas pessoas serem tão iguais? Como é possível eu receber tanta paz de você? Não vá embora, nunca mais.

Mais um 28

Eu sou tão certo e tão errado. Eu vivo de erros e de acertos. Erros, erros, erros. Culpa, culpa, culpa. Quanta ignorância! Por que tem que haver um culpado? Aconteceu, pronto. Sem culpados. Não devemos nos prender por essas infranções das leis que criamos; essas leis não existem mesmo, no mundo real. Mundo real esse que eu não visito há tempos. Eu me fechei, talvez para sempre, nesse mundo paralelo que criamos, nesso mundo onde fui tão feliz, de onde não quero sair; mesmo que o preço para viver ali seja a solidão.

Nesses dias de carência, sou obrigado a reviver tudo outra vez, os sorrisos e as lágrimas, os carinhos e os gritos. Uma história em que os próprios criadores deram fim. Alguns espectadores dizem que é uma peça de teatro, outros um filme e alguns se atrevem a dizer que é uma novela. Novelas têem finais felizes, isso me leva a crer que não é uma história para novela.

Eu te busquei o sol. Olhe lá em cima e tu vai ver, ele brilha o dia todo, 12/13 horas por dia, só pra você. Eu te busquei o sol e nós buscamos a lua. Enquanto a lua habitar teu céu à noite, meu coração habitará a palma da tua mão.

sábado, 14 de novembro de 2009

I'm waiting for you

E, se eu te ligasse, agora, daqui, desse lugar estonteantemente barulhento, te acordasse e te falasse o motivo que me levou a pensar em te ligar? Não, você não ia entender. Isso é, se você atendesse. E, se por acaso, acordasse e me atendesse, diria: a gente conversa amanhã, Marcelo. Viraria para o outro lado e dormiria. Não, eu não ia entender. E é esse o motivo que me faz guardar o celular. Outra vez.
No final de tudo, eu só queria mesmo saber o que fazer com essa saudade, com os escritos destinados à você. Vem. A distância é motivo muito pequeno pra me faz amar menos. Vem. A saudade está apertando tanto ultimamente. Vem. Tudo que eu quero, agora, é ouvir de ti o que tu sente, é te abraçar apertado e parar teu mundo, é sentir tua pele nos meus lábios e depois sussurrar aquelas palavras ou músicas até, por fim, você pegar no sono, e então, eu dividir contigo o mesmo teto, a mesma cama, o mesmo travesseiro, o mesmo corpo.
E cada pequeno detalhe, cada cor, formato, relevo, objeto, e cada cheiro em mim, pertence à você. Ainda que você nunca pudera sentir algum desses tais detalhes. É tudo pra você. Segura contigo. Segura, porra! Eu não quero nada de volta, eu não quero meu coração, meu cheiro ou minha cor. Fica com tudo, cuida de tudo. Para sempre, além do céu. Não me peça pra ir embora, não tente me tirar do meu lugar, outra vez. Me deixa te segurar comigo e não mais te deixar fugir. Vem. Eu quero saciar o meu querer e saber do teu, e saciar o teu. Vem. Quero te ensinar quão mais fácil é lidar com as diferenças, quero te explicar como eu vivo e quero aprender a viver como você. Com você.
Vem. Eu tô te esperando, no lugar da onde eu nunca saí. Vem. O tempo tá passando rápido demais e eu não quero mais nenhum segundo longe. Vem. Eu posso ser melhor com você, posso ser alguém que eu nunca fui até então, posso te repetir tudo que te disse; que só disse à ti. Vem. Eu tô te esperando pra me desculpar pelos últimos três dias.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Amanhã

Eu não gosto de "amanhãs". Eles já me traíram tantas vezes, como tantas coisas e pessoas. E eu não queria deixar pra amanhã. E tu não quis deixar pra amanhã. Duas decepções seguidas talvez fossem menos doloridas. Tu que sempre foi amante do amanhã, poderia ter deixado, então, essa conversa para amanhã. Para deixar a esperança em mim de que talvez nunca fosse, de fato, acontecer.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Nada além de você

Eu sei o que eu te disse / Você sabe e não esqueceu / Eu esqueci
Eu esqueci de te avisar / Que eu repeti à mais alguns ouvidos
Aquelas mesmas frases / Que te fizeram entrar na minha vida
Entrar e sair / Entrar todo dia / Sair todo dia
Acordar e te perder / Dormir e me encontrar
Vem de novo / Esquece a partida / Esquece as horas
Olha em volta / Não há nada além de nós dois
Olha pra mim / Não há nada além de você
Nada além de você / Nada além de você

Teu lugar

Tanto pra falar, palavras tão insignificativas. A angústia bateu à minha porta, entrou e pairou no ar, me observando, me acompanhando.
A felicidade bateu à sua porta e entrou, sem nem ser convidada. Entrou e tirou todo espaço que me pertencia. Então, a solidão fez-se, enfim, sólida em todo meu espaço, ocupando todo espaço que te pertencia.
E, por fim, tudo se perdeu, trocou de lugar e o que antes era nosso, passou a não existir. E o lugar, e o teu lugar...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Next future

Difícil mesmo é lançar meu olhar pelo horizonte, marcar um rumo e... ir! Difícil mesmo é ter que convertar meus pensamentos, ideias, sensações em palavras e, então, convertê-las em ação. Difícil mesmo é olhar pra trás e deixar tudo pra trás, diferenciar passado de presente e futuro. Entender que o passado não volta e o presente não se modifica, e o futuro... Eu tô construindo agora! Meu amanhã depende do meu hoje. Seu hoje depende de mim.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Antigos registros

E eu registrei só pra encravar para sempre. Eu registrei tudo que tu tentou apagar. Eu registrei e guardei, só pra tu mais me tirar.

E eu anuncio o recomeço

Preso entre quatro paredes. Paredes estas feitas de promessas, orgulho, decepção, passado, presente, solidão, exaustidão, cansaço, pecados, erros, culpa, desamores, pena, raiva, angústia, curiosidade, ansiedade. Paredes feitas de todas as partes de mim. Eu sou composto de tudo isso, tudo que adquiri até hoje. Ou talvez tudo que tenha permanecido até hoje. E agora, eu só queria recomeçar. Recomeçar comigo mesmo, tirar tudo isso que vem sido internado em minhas entranhas. Te encontrar de novo, encontrar meus amigos de novo, me encontrar de novo. Me encontrar em cada esquina, em cada tipo de poesia, em cada dia, cada amanhecer, cada prazer, cada sensação; em cada espaço, de mim.

Tão inesperado quanto um furacão, é uma decepção. Talvez não tenha sido tão ampla ou tão simples como eu a vejo, mas meus olhos a faz assim e, quem sou eu pra duvidar dos meus olhos? Quem sou eu pra contestar o que grita meu coração? Minha boca eu tampo, costuro, amarro, fecho para sempre. Já meu coração.. é tão independente que me desperta a vontade de tomar as rédias outra vez; só pra me sentir por cima, totalmente vazio, mas por cima.

Não se pode voltar no tempo, nem mudar o que fora feito. É tão tarde. Tudo acaba, por fim. Recomeçar, é o que eu preciso. Se quiser, ainda tenho aquele seu espaço guardado.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Ilusão

Ele recostou a cabeça no encosto do banco de trás do carro. Ele sentiu o tremor do carro como não fizera até então. A paisagem do lado externo da janela não ajudavam muito a tentativa de evitar aqueles pensamentos e conclusões. Pensando assim, ele fechou os olhos. E sua imaginação vôou, para bem alto e distante dali. A porta da escola, as flores e os presentes. O sorriso, o beijo e a alegria. Era tão nítido quanto ilusório. Ele abre repentinamente os olhos e, então é devorado pela taquicardia que possui desde os 15. Permanece com o corpo paralisado, algum instante, e volta a fechar os olhos. A cena agora é diferente. Uma sala, um filme meloso, sofá, pipoca, mãos, felicidade e realidade. O olhar e o toque, verossidade incontestável, ali. Isso permanece por alguns curtos 20 minutos e é quebrado, então, por alguma voz familiar. Ele abre os olhos, se ajeita no banco, recuperando-se daquele projeto de sonho-acordado. E conclui que imaginando, sonhando, ele consegue tornar real, tudo aquilo que... que nunca vai sair da imaginação dentro do carro.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Copo-de-leite

Decida-se, agora. Você é mais do que diz, você é mais do que acha que é. Decida-se. Chore todo o dia, se essa for sua vontade; não segure risos; masque chiclete; olhe pro céu, todo noite, às 10 horas, a Lua está sempre linda à essa hora. Por sinal... hoje a lua está pré-cheia. Não vejo a hora de deitar sob a luz desse grande satélite, juntor de todos os amores e olhares.

Solos, um acorde aqui, outro acolá, drive ali, dá um tempo entre essa batida e essa... Faz o ritmo um pouco mais rápido, não, tanto! Isso, perfeito! E fim, mais uma música. Ou um projeto disso.

E a justiça vai ficando distante e intocável, a vingança tenta se aproximar; a carne é fraca. Dá vontade de... de esquecer que sou um tal Homo Sapiens. Aliás, acho que tem faltado taanta "sapiensia"!

Talvez mil rosas te tragam de volta.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Inanimada

Eu queira um abrigo, eu queria me abrigar no teu coração. Eu tentei fugir, me distanciar, te enganar e me enganar. Um erro quase tão irremediável quanto a pior das mentiras.
Olhares desviados, diálogos com meias-palavras, sentidos desvirtuados, amantes distintos e, depois de todos impecílhos, o teu sorriso, singelo sorriso.

E talvez eu seja novo demais ou apaixonado demais. E talvez eu tenha amadurecido demais ou esvaziado demais. Aos poucos as palavras vão me fugindo e, mesmo se eu quisesse, eu não sei falar de sentimentos. Eu quero falar do amor, do poder, da causa, das consequencias. E eu já não sei o que é o amor.

Meu vocabulário tão pouco-amplo anseia por complexos e vastos significiados. Eu sempre preferi a qualidade do que a quantidade. Eu sempre preferi ter uma coisa só, que fosse tudo, pra mim. Eu sempre assumi minhas carências e desejos em uma pequena porção de seres animados ou inanimados.

Minha cabeça dói há dias e a cama grita meu nome, enquanto eu... grito o teu.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Sobre você, sobre mim

Vem aqui, senta do meu lado; quero saber de você, agora. Me conta seu último sonho, de como tu era na escola aos 10 anos. Me conta como veio parar aqui, de tudo que passou antes de me encontrar. Me conta o que tu sente ao me ver e como você me imagina. Chega um pouco mais perto, sente o meu cheiro e me diz o que isso te desperta. Me conta do seu ultimo relacionamento, do seu ciume, da sua raiva, da sua mágoa, da sua proesa. Me conta do seu quarto, o que tu pensa antes de dormir, se procura por mensagens minhas no teu celular ou olha pro céu tentando se convencer de que eu também estaria olhando para o mesmo ponto que você. Me conta porque é que tudo foi assim, porque as coisas mudaram e porque tu acha que eu tenho uma parede do quarto azul. Me fala dos teus limites, ou da tua falta deles. Me fala dos teus amigos, das tuas histórias, das tuas noites e músicas. Vem aqui e escuta o que eu tenho pra te dizer. Eu quero viver contigo meu último romance e saudade, saudade é tudo de você que ficou imbuído em mim, tudo que não me deixa te esquecer. E saudade são os nomes destintos que viram teu nome ao fitar dos meus olhos. E saudade são as vozes que viram a tua ao soar nos meus ouvidos. E saudade é a sensação que fica, aqui e ali; é o que ocupa todo o espaço que antes fora preenchido com a tua presença. E saudade... é você aqui, e eu aí.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Terça

Noites frias e escuras. Calafrios e choros constantes. Arrepios involuntários. Corpo imundo. Mente cheia. Coração, ah, coração cheio. Bagunça, alteração, desconforto, desinteresse, distância, desamor, desesperança, mentiras, promessas, ligações, desligações, marcas negras, caminhos desconhecidos, experimentos perigosos, vícios arriscados. Vida arriscada, vida mal escrita.

More more more

Eu quero mais. Isso ainda é muito pouco. Eu não sou quem se contenta com pouco. Não me importo que tenha se perdido, eu só quero um pouco mais. Um pouco mais de você, de nós, de uma conversa, de uma declaração. Eu quero um pouco mais de um último romance! Eu quero que esse seja meu último romance. Pelo qual eu procurei a vida inteira, o qual eu sempre idealizei. Não me importo mais quanto tempo passou antes disso, não me importo nem com quantos estiveram no meu lugar, eu só quero mais desse ultimo romance. O fim é muito grande, longo, amargo. Eu quero mais, mas eu quero mais de alegria, de querer, de amar, de viver, de sentir, de gostar, de compartilhar, de se apaixonar. Se apaixonar... é uma coisa tão, momentânea. Se tu te apaixonas por alguém que acima dessa paixão há um amor maior, tu deves te apaixonar todo dia, a todo mundo. Mas eu quero mais, mais da paixão e da conquista diária. Um combinado: dias pares eu te conquisto, dias ímpares tu me conquistas. Mas eu ainda quero mais que isso, quero que acima do combinado, há uma vontade maior de querer conquistar pra ter sempre ali, aquele bem mais precioso. Mas eu ainda quero mais. Eu quero muito mais de ti. Eu quero, todo dia.
Eu quero mais. Quero lembrar do teu sorriso e da mudança no tom da tua voz, ao perceber que era eu; quero mais da tua voz e do teu sorriso. Quero sentir tuas mãos e suor delas na emoção do primeiro-ultimo beijo; quero mais das tuas mãos e dos teus beijos. Quero te abraçar, fazer teu mundo parar, sentir coração pulsando, bem rente ao meu, no mesmo compasso; quero mais do teu abraço, do teu mundo, do teu coração. Quero te cuidar em dias frios, dias quentes, te colocar no teu pedestal, te cobrir, te acolher, virar noites medindo tua febre e alternando remédios; quero mais dos teus dias, das tuas enfermidades, do teu pedestal. Quero ver tua reação, e a fazer dela a minha alegria. Quero ser tua alegria, seja minha reação, então.

sábado, 17 de outubro de 2009

Pero pierdo, en el intento

E, talvez, eu fosse capaz de viver toda minha vida tentando. Não quero uma certeza; a tentativa já me era uma: certeza do querer, do sentir-se bem. E, talvez, eu ainda esteja disposto a viver toda a minha vida... tentando, com você.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O que me tornei

Dias sem ver água, olheiras, olhos vermelhos, pratos espalhados, cabelo grande e bagunçado, notas baixas, advertencias, cigarros, bebidas, apego ao travesseiro e ao catchup, 2 litros de coca por dia, desânimo... e afinal, quem é você? Cadê o Marcelo Ribeiro?

One more time

Uma teoria contradita, um assunto inacabado, uma discussão mal resolvida, uma semana estranhamente emocionante. Tanta coisa ao mesmo tempo; ora um alívio, ora um aperto. Meu peito virou agora um acordeón.
Não sei se valeria mesmo a pena, não sei para que lado a balança tá inclinada, não sei nem se ela está de fato inclinada. Minha palavra principal é incerteza e a rotineira é choro. Talvez seja um aviso, talvez não. Talvez isso só seja o funeral de tudo aquilo que vem morrendo. Espero ansioso para o tão temido enterro.

Eu descobri que sou igual a você e isso é uma decepção a mais, porque eu descobri quão tolo eu fui por tanto tempo. Eu queria ser pra você o que você foi pra mim, mas é, meus sonhos nem sempre conseguiram alçar vôo e meus textos nem sempre tiveram efeito. Espero que isso um dia seja reconhecido.

O teu sorriso, assim, bem proximo de mim. Tua respiração se aproximando enquanto acelera meu pulso. Meus lábios tremendo no compasso das tuas mãos, no instante em que as minhas gelevam. Consigo aos poucos me mover e te acompanhar. Aquele teu sorriso.. me intimida tanto! Ao teu lado, pareço um amador; eu me desconheço. É tudo novo, tudo supreendente. Eu sonhei tanto tempo com isso que mal poderia acreditar. Se tuas mãos não estivessem ali, percorrendo meu rosto e me trazendo arrepios, eu duvidaria da veracidade da cena. Tudo aquilo se realizando, naquele dia, com aquela chuva, aquele filme, aquela comida; tudo, exatamente tudo, como fora programado. Você me conta como foi o caminho até ali e eu sorrio como um bobo, nem parece que há algumas semanas atrás éramos tão intimos. Você me critica, me bate, me beija, me xinga, me abraça. Você é tão linda, mais linda do que eu podia imaginar. E sua perfeição... Ah, sua perfeição ultrapassa tudo aquilo que eu já havia idealizado! Esbocei mentamente uma despedida e me aproximei de você que, à essa hora, já estava novamente cercada de pessoas. Eu ainda esperava por aquele beijo, aquele, sabe? E talvez a hora seria aquela, eu só queria o momento. Segurei na tua mão e te puxei para o lugar mais apropriado. E, de novo, me fui surpreendido pela magia do teu rosto, teu sorriso, teu encanto. Te disse, então, a má notícia. Você me abraçou, como uma criança que não queria deixar escapar aquele cara que carregava consigo um bocado de paixão, alegria, bondade, humildade e tudo que tu sempre quis. E aí... aí eu ignorei a magia dos teus olhos e te beijei. Foi diferente, pra nós dois. Você viu que era necessário uma casa, algumas velas e... e nós dois. Nessa hora, minha obrigação de pegar o onibus de volta já tinha evaporado. Sussurrei algumas palavras do teu ouvido e você concordou. Foi inesperado. Não sabia que eu iria querer e nem se você toparia. Você desce do salto e entra no meu carro emprestado. 15 minutos nos separavam do nosso paraíso e esses 15 minutos, foram reduzidos à 15 segundos por aquelas mãos, pescoços e linguas. Então chegamos na casa, na sua casa. Parecia novela.. tudo armado. Fui descobrir um tempo depois que era intuição feminina, entretanto nunca soube lidar com isso. Mas chegando ali, naquele cenário mais-que-perfeito, foram nossos corpos e os instintos dos mesmos que tomaram conta de dirigir e encenar. Um tempo depois de estarmos ali, naquela lua-de-mel improvisada, eu percebo o quão você é estraordinariamente linda! E então dormimos abraçados, entrelaçados e enrolados. Amanhace e você continua ali, dormindo, tão linda como sempre estivera. Te dou o beijo de bom-dia. E aí é hora do verdadeiro eu acordar. Mais um sonho não-contado ou não-lembrado. Mas claro.. não por mim.

domingo, 11 de outubro de 2009

Pior

A cada estouro no céu, era um estouro em mim. Sincronia perfeita. Aquele turbilhão de pensamentos, lembranças, emoções, palavras ditas, palavras escutadas, palavras ensaiadas e palavras ocultadas. Ao fim do espetáculo, eu já estava tão transtornado, como nunca estivera. Palavras ecoaram com o eco mais forte que eu já conheci. E depois não mais consegui desviar o foco dos meus pensamentos de você.
Sentei, encostei a cabeça na parede, lembrei de você, fiz um "remember", lembrei da semana passada, lembrei dessa semana, lembrei da esperança, do corte dela, meus olhos lacrimejaram, passei a camiseta já suja do suor de um dia definitivo, forcei, segurei, engoli o choro, pensei em como você estaria agora, lembrei da decepção e da minha vontade de te abraçar ali, lembrei de tudo que já se passou, ensaiei, ensaiei e depois ensaiei de novo tudo que eu quero te falar. Cheguei em casa, chorei, chorei, chorei, ensaiei chorando tudo que eu quero te falar, pensei em não me humilhar chorando de novo. Levantei, sentei, encontrei minha força, sequei o rosto, sorri, tirei o peso do coração, esperei, o dia mudou, renasci.

Cadê você pra me dizer que tudo isso vai passar?

Eu fujo do mundo, fujo de mim mesmo
Eu fujo de ti
Me escondo em um outro eu
Que não sou eu
Mas quando a lua, enfim invade
Meu quarto que é seu
Meu verdadeiro eu volta
Volta com tudo
Trazendo a tona tudo
De que eu tanto fugia

Esse choro vã me convence
De novo que isso não há de mudar
Eu hei de mudar!
Eu hei de ter forças!
Eu hei de me libertar!

Seguir sozinho eu não quero
Só tô esperando tua chamada
Tua ultima chamada
De embarque pra nossa casa
Só tô esperando tua mensagem
Tua ultima mensagem de boa-noite

E talvez esse seja meu ultimo risco
Meu risco mais arriscado
Meu risco mais temido
E talvez esse seja o risco difinitivo
E talvez eu não corra tanto risco assim
Mas eu guardo aquele texto
Que eu te fiz
Eu te quis

terça-feira, 6 de outubro de 2009

2007

Feche teus olhos
Me encontre dento de ti
Abra meus olhos
Me mostre o que é sorrir

Veja no meu olhar
Tudo que me faz cantar

Por mais que eu tente relutar
Só queria ver você voltar
Abrir a porta e dizer:
Eu voltei por você
Eu voltei pra você

Veja no meu olhar
Tudo que me faz cantar

Agora escuta essa canção
Que eu te fiz
Quebrado o coração
Entra no sonho
Que eu fiz pra nós
Quando estivéssemos à sós

Nossa canção

O medo me calou
E essa chuva já cessou
Talvez eu possa agora
Te acolher nos meus braços
E te ouvir cantar
Nossa canção

Leia tudo que eu te escrevi
Sinta tudo que eu sinto
Estando junto de ti
Venha me ver
E veja que eu não sei te esquecer

Aonde você está agora
Aonde você está

Nos meus olhos e no meu paladar
Pra sempre vão ficar
Lembranças de uma vida
Que não vai acabar
A nossa vida

E aonde você está agora
Aonde você está

Você vai lembrar
Você vai tentar
Você vai amar

Venha me ver
Eu não aprendi a viver

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

05 de Outubro

Eu esbocei tanto um começo, uma forma de iniciar uma fala ou uma escrita onde eu colocaria tudo que eu quero, jogaria para fora, esguicharia como água. Mas são idéias sem ligações; várias coisas sobre vários assuntos, mas nada que os ligue, que os coloque em palavras.

Eu tava em um lugar, com as pessoas mais distintas, totalmente diferentes de mim. Eu tava fazendo algo que eu não fazia há bastante tempo. E aquele pequeno tempo, naquele vasto lugar, foi mais mágico do que eu mesmo poderia pensar. E eu só percebi isso quando eu já tava aqui, distante de tudo aquilo, especial. Eu aproveitei como jamais havia pensando em fazer. Isso me encheu, encheu tanto que eu pude pensar que estava completo; mas não, completo fica muito complexo pra esse contexto. Acho que eu nunca soube definir de fato o que é "estar completo".

A noite cai, a lua se fixa nesse céu, e o frio que acompanha o vento lá fora parece alcançar meu coração, agora. Minhas metas se perdem, meus ombros descem, tais como meu humor, meu ego, meu ânimo diário. Eu acordei bem, junto com aquele amarelo irradiante que invandiu minha janela, sem a minha permissão. O amarelo que permaceu quase o dia todo, até que fosse totalmente borrado com vermelho, cinza, azul, e as tuas outras cores que eu não fiz questão de distinguir.

No fundo, eu ainda quero pagar pra ver, minhas mãos suando novamente, meu coração ora pulsando na garganta, ora apertando meu peito, meus olhos se lacrimejarem de emoção, meus lábios abrirem um sorriso único. Eu pago pra ver a paixão acessa.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Ela dança, eu sorrio; te perco

Caminhos e vontades diferentes. Felicidade distinta. Uma vida tão certa e, ao mesmo tempo, tão errada. Uma vida alheia. É mais fácil de viver a vida de outra pessoa do que viver a tua. É mais fácil tu criar vidas e esconder a tua, de fato. E isso tudo por sentimentos. E isso tudo por fraqueza. E isso tudo por dor.

E eu fui por tanto tempo esse escravo, escravo de mim mesmo, escravo das minhas emoções. E eu estive por tanto tempo enfeitiçado por essa maldição que agora eu já não sei por onde ir, ou em que confiar.

Eu ouço sua voz, longe, você me chama. Suas mãos me encontram, você me explica como chegou ali e como seu dia tem sido chato. Falo meia dúzia de palavras e você sorri. O mais belo sorriso traz todo aquele encanto de volta, aqueles pensamentos e emoções. Meu coração dispara e você se aproxima. Meu coração para e eu você se afasta. Te perco para sempre.

domingo, 27 de setembro de 2009

Prisão, correntes, passado


Eu já não te conheço mais
Nem sei se tu mesma ainda te conhece.
E eu sinto falta de quando eu sabia
Sabia de fato quem tu era.

Eu já não sei o que tu sente,
Nem sei se tu ainda sente alguma coisa.
E eu queria tentar mais uma vez
Só pra ter a certeza de que esse é fim,
E minha saudade já não vai mais ser sessada.

Porque eu perdi tantas noites
Buscando a palavra certa pra te definir,
Procurando o tom exato de voz
Pra te dizer que o que eu sinto nunca vai mudar.

Porque todo o tempo do mundo não seria capaz
De apagar todas as minhas lembranças,
Ou de me tirar todas as tuas promessas
Que ainda estão encravadas em mim.

Eu ainda tô preso, com garra
Naquele mundo que eu criei,
Que não existe mais.
Eu caminhei tanto pra te alcançar
Quando eu cheguei à ti
Nem soube o que falar.
E foi quando tu fugiu de mim,
E foi quando eu te deixei escapar
Por dentre os dedos.
E foi quando tu te fixou permanentemente,
Dentro de mim.

sábado, 26 de setembro de 2009

Dias de chuva - Restart

Passado feliz que eu não consigo esquecer. Tudo mudou, eu sei, o tempo passou também, não há porque voltar. Mas quando olho pra você, vejo que talvez errei também, não sei. E o teu silêncio me faz mal, mas ninguém se importa no final. Sonhos confusos me deram forças pra viver, não há escolhas, eu me iludo sem você. Mas tudo vai acabar bem, sem ninguém pra me ajudar ou estar lá.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Untitled

Eu não consigo mais escrever na primeira pessoa do singular.

Sobre paixão

Tão banal essa confusão de sentimentos, essa deturpação de sensações e visões emocionais. Ou talvez seja eu quem entenda errado. Paixão não deveria nunca ser chamada de amor, nunca! Paixões a gente encontra várias pela vida, e não apenas por pessoas; há esportes, animais, objetos, lugares. Paixão é aquilo ou aquele que te desperta alguma sensação, forte ou não, intensa ou não, duradoura ou não. Mas quem, em dias como os atuais, não confundiria tais sentimentos? É moda falar de amor! Mas nunca faltou tanto amor. É moda falar, dizer que sabe e bla bla bla; falam tanto que deixam de sentir, deixam de procurar ou de viver um amor, ou paixão. Mas há uma séria ligação entre esses dois nomes tão falados. De uma paixão, pode nascer um amor. Amor eterno, que perdurará enquanto puder ser alimantado, ou não. Amor perdura independente de tudo. E aí está uma das principais diferenças: a paixão é egoísta! A paixão é possessiva, é explosiva, é impulsiva, é intensa. Entretanto é passageira. Agora especificando um relacionamento à dois, um casal. Se conhecem, apaixonam, vivem muito bem essa paixão, mas com o tempo ela vai enfraquecendo, aos poucos. É dificil lidar, pra qualquer pessoa. Você procura o fogo e ele não existe mais, você procura alguma chama acessa da outra pessoa e não a encontra. Talvez seja o processo mais doído, e é aí onde muitas histórias instalam seus respectivos pontos finais. Um relacionamento à base de paixão não suportaria passar disso. Mas se nesse tempo, vocês conseguiram construir um amor verdadeiro, vão suportar; isso e muito mais. Vai enfraquecer, vão se distanciar, mas aos poucos vão reacendendo as chamas. Mas não mais da paixão, agora é do amor. E isso é bem mais lindo do que mil histórias de paixão! Aquele amor fraterno, companheiro, compreensivo, maduro, paciente, que sabe a hora de tudo, que é mais calmo e que vai viver enquanto vocês quiserem. Pro amor não há um fim definido. Só é um tanto perturbador em pensar em como não deixar isso cair na rotina, como não deixar tudo calmo demais. Sabe, eu penso tão diferente. Se for pra cair na rotina, que caia! Se isso for fazer bem, se isso for legal, porra, não vejo mal nenhum. Mas você pode fazer diferente, você pode deixar de lado a rotina e só viver cada dia como se fosse único, você fazer tudo que quer, moderadamente, e deitar todo dia, com uma cabeça cheia de problemas, uma carteira com pouco dinheiro, mas um sorriso de orelha à orelha, apenas pelo fato de estar deitado ao lado de quem tu ama, de ter vivido mais um dia com esse tal amor e ter colecionado mais um dia para um história linda.

Nova, indesejável, fase

Queria ter a força que digo ter, queria ser o que eu escrevo. Queria ser só mais um personagem meu, com um destino totalmente controlável. Mas talvez eu seja, o grande problema seria eu ser mais exigente do que o próprio controlador.

Dessas antigas lembranças eu só guardo a saudade, algumas mensagens, textos e o que era de nós dois. Dessas antigas lembranças eu guardo você e a vontade de voltar e poder te sentir, assim, tão minha.

Não sei ao certo mais quanto tempo eu tenho. Não sei ao certo mais quanto sentimento eu tenho. Não sei ao certo se ainda tenho sentimento. Não sei se ainda vou conseguir esperar tanto. Não sei quando minhas lágrimas secarão ou quando eu não mais vou deixá-las cair. Eu lembro daquelas paredes, da cor de cada uma, eu lembro dos copos, do formato deles. Eu lembro da sequencia de balas, eu lembro da quantidade de passos para atravessar aquela rua. Eu lembro das músicas que tocávamos. E eu lembro de cada olhar, como se eles fossem capazes de revelar tudo que os lábios tentavam esconder, tudo que as bocas ou as letras não eram capazes de externar. E eu lembro da tua voz, sempre tão doce e tão fria ao mesmo tempo. Aquela tua escolha, eu me lembro dela, tão bem quanto me lembro de cada letra do teu nome.

A nova fase começa, como eu nunca quis. A nova fase começa, como eu tanto tentei evitar. A nova fase começa querendo já voltar na anterior. E não foi diferente.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Vem, de novo

Eu não consegui dormir, pelo motivo mais peculiar possível -e inédito também-. Eu queria te dizer o que eu sinto, tudo que eu senti em todo esse tempo. Eu queria te dizer como eu me sinto ao teu lado e como minhas mãos suam. Eu queria escutar contigo aquelas canções e te mostrar como elas fazem sentido e que talvez eu nunca consiga mesmo explicar ou encontrar palavras que pudessem definir de fato o meu 'eu te amo'. Eu queria te falar que estar com você é o que me basta e que eu não vejo motivo para a tristeza. E eu queria te falar que mesmo que o tempo passe, aqueles nossos pequenos detalhes sempre serão muito grandes para se esquecer. Nosso destino ainda nos espera, nosso céu ainda está nos esperando abrir asas e alçar vôo, nosso amor ainda está nos esperando pra derrubar todos os obstáculos que aparecerem no nosso destino e no nosso céu.


ILY.

A canção tocou na hora errada

Tanto tempo se passou, tanta coisa se modificou / Meu mundo mudou
E eu continuo parado naquele mesmo lugar / Eu continuo parado esperando você voltar
Tentei por tantas vezes te dizer / Tentei por tantas vezes te esquecer
Te deixar de lado é uma tentativa que meu corpo não absorve / Quem dirá meu coração.


Motivos me fizeram parar e pensar / Motivos me disseram pra continuar
Os melhores motivos emudeceram-se / Os piores me ensurdeceram.
Já não há sistema sensorial que defina os motivos que fizeram ficar
Já não há sistema vital capaz de calcular o por que da sua ida.

Hoje eu vi como o tempo passa / Hoje eu vi os ponteiros deslizarem como oléo
Senti a escuridão cravada em mim / Senti a solidão me invadir
Como a felicidade te invadiu / Como a felicidade me fugiu.

domingo, 20 de setembro de 2009

O novo começo do antigo final

Acho que eu já estou reestruturado pra escrever alguma coisa. Talvez eu tenha errado, talvez eu tenha acertado, talvez o destino não tenha colaborado. Mas é irrelevante pensar no que passou, agora. As coisas tão melhorando cada vez mais, ou piorando. No fundo, eu tô cada vez mais indeciso e confuso. Espero agora começar uma nova vida, diferente daquela que eu costumava levar. Minha vida vale mais do que eu sempre pensei e minha morte tá mais distante do que eu previa. Não tentem me entender, eu mudo de opinião, eu te faço mudar de opinião.

Eu aglomero aqueles antigos sentimentos em um canto, aquela saudade em outro canto, aquela esperança em outro e aquela mágoa junto àquelo medo em outro. Quatro cantos ocupados, sem espaço para qualquer coisa atual ou nova. Faz tempo que eu não volto àquela lanchonete, não bebo daquela coca, não falo sobre aqueles assuntos. E sabe, esse canto da saudade tá ficando cada vez mais cheio de recordações e vontades de viver tudo outra vez. Talvez não seja mesmo a vontade de viver tudo outra vez, mas de viver aqueles mesmos dias, mas nos dias atuais, com as mentalidades atuais e idades atuais. Mas talvez as mentalidades e idades atuais sejam iguais às daquela época e talvez não haja razão pro número que define o ano estar diferente. Além das mentalidades e idades, os corações talvez estejam iguais. Eu conto os dias em que estou aqui, parado no tempo, esperando esse mesmo tempo que para conseguir mudar e me trazer de volta tudo que tá guardado no meu canto da saudade. A minha mais linda melodia é sobre saudade.

Você é meu ar e ao mesmo tempo você me tira todo meu ar. Você é minha vida e ao mesmo tempo você me tira toda vida. Você é tudo que eu tenho e ao mesmo tempo me tira tudo que eu tenho. Não deixe nunca que os sonhos morram ou adormeçam dentro de ti, tire a força necessária destes sonhos, viva bem e feliz, indepentende de tudo. Entenda que eu não sou o primeiro a te dizer isso, nem serei o último. Eu tive tanto medo que ele próprio se afogou na sua quantidade e intensidade.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

The end!

Talvez quando vocês verem isso eu já não esteja aqui. Esse é um texto meu sem resposta, mais um texto meu sem resposta. Mas dessa vez quem não vai estar disponível sou eu. Minha vida é/foi tão longa e tão curta ao mesmo tempo. Vivi 17 anos bem vividos. Fiz e senti coisas que jamais havia pensado em fazer e sentir. Como eu já falei e já escrevi várias vezes, eu acho o tempo a incógnita mais relativa desse mundo. Sabe, já tive épocas em que minhas semanas duravam dias, eu piscava e já estava escrevendo um numero a frente na data, no caderno. O tempo passou rápido, mais rápido do que o relógio me dizia; por vários motivos, às vezes bons, outras vezes nem tanto. Mas ultimamente, o tempo não passa, eu estou escrevendo 08, 09, 10 nos meses há uns dois anos ou mais, e o pior é o que o ano é sempre 09. Sabe, eu tinha sonhos, muitos. Eu era gostava guitarra, queria ter uma banda que fosse pra frente, mesmo que ficasse só aqui na cidade, mas que desse certo, sabe. Eu me apaixonei uma vez, por uma menina que eu nunca toquei na vida, que eu nunca sequer consegui olhar nos olhos e provar a veracidade de tal sentimento. Eu consegui fazer ela se apaixonar por mim também, durante muito tempo. E sabe, eu vou deixar pra trás uma história linda de um amor mais lindo ainda. Todos que me conheceram sabe o quanto eu amei, fui amado, o quanto eu dei de mim pra que desse certo. Mas isso acabou. Não em mim, mas acabou. Mesmo que eu continuasse nessa vida, a história já teria acabado. Ou não né, eu acredito em destino e que, talvez um dia tudo voltasse. Mas eu não conseguiria esperar, e eu tentei dizer isso à ela. Mas vou continuar falando dessa minha curta-longa vida. Então, eu gostava de guitarra, eu estudava, cursava o segundo ano do ensino médio, pretendia fazer filosofia, ir dar aula e ter um consultário psicofilósofo. Eu fazia curso de inglês, mas parei na metade do semestre passado. Agora eu só estava mesmo com as aulas de guitarra, uma vez na semana. Eu tinha momentos bons. Eu tinha dias perfeitos, com pessoas perfeitas. Eu tinha uns bons amigos; tanto aqui, quando à distancia, os quais consquistei com meu poder da palavra. No final do texto, falo melhor sobre cada um. Depois de um tempo, aconteceram umas paradas estranhas na minha vida. Há quatro anos eu perdi meus avós paternos e ganhei uma irmã. Meus avós são, sem dúvida, meu maior exemplo de amor eterno. Meu avô fumou desde criança e, aos 80 anos, fez um cirurgia pra tentar recuperar o pulmão; não resistiu e morreu. Isso foi no final de outubro. No final de novembro minha avó proclamou: "não vou conseguir passar o natal sem Seu João". Digo e feito: dia 23 de dezembro a boa e eterna velhinha se foi pra junto de seu, também eterno, amado. E enquanto isso, meu pai sempre bebendo, sempre acabando com a familia que na casa dele vivia. E sabe, a partir daí minha vida mudou totalmente. Totalmente mesmo. E ninguém sabia. Tirando meu psicólogo da época. Nesse mesmo ano eu fui mal na escola, repeti o ano, perdi quase todos meus amigos. Eu tava vivendo muito sem sentido. Até eu encontrar a mulher pela qual fui apaixonado. Ela me fez criar um mundo paralelo àquele onde eu vivia. Eu fui feliz. Muito feliz. Daí eu conheci algumas pessoas também, pessoas que hoje me fazem toda a diferença. E no inicio desse ano minha irmã mais velha mudou de cidade pra fazer faculdade. Sabe, isso me matava. Eu ficava pensando em quanta coisa mudou, eu ia no quarto dela vê-la a noite e ela não tava lá. Nessas ultimas férias ela descobriu a gravidez. Putaquepariu, ela, justo ela. Minha irmã, com um futuro todo pela frente, voltando pra casa dos pais "de barriga". Acho que a minha familia nunca esteve tão abalada. E sabe, dessa vez tava pior, porque pelo fato de que ela já fora abalada antes, ela tava mais sensível. E ao mesmo tempo veio a tona as doenças dos meus avós maternos. Eles ainda estão vivos e, talvez seja mais um motivo de tudo isso aqui. Eu não vou conseguir perder meus outros dois avós. E além disso, eu tive mais alguns problemas que eu não costumo falar, assim, pra todo mundo ler. Eu sou fechado, sabe, dificilmente me abro; poucas pessoas me conhecem bem. Mas eu tô mais agoniado que nunca e ninguém sabe disso. E assim eu não quero mais viver. Tá tudo sem sentido. Sabe, eu tô sozinho, mesmo que eu não esteja, eu me sinto sozinho e agradeço a todo mundo que tentou não me deixar sentir assim. Mas destino é destino, nada muda. Eu não quero mais viver, e agora chegou a hora. Enfim, espero que entendam e nunca se esqueçam de mim ou de tudo que, em vida, eu fiz. Aqui vai os agradecimentos. Felipe: PQP, meu viadinho, tu sabe o quanto significa pra mim e sabe que onde eu estiver, tu vai tá comigo, tudo que eu já passei contigo, tudo que a gente já compartilhou, tudo, tudo mesmo. Valeu por tudo mesmo, meu neném q; Bruno: Caralho, tu foi o melhor amigo de todos. As melhores histórias que tenho tu tá no meio! E eu nunca vou esquecer de nada do que passamos também. Espero que essa distancia que tá existindo entre a gente não te faça esquecer também tudo que a gente já viveu. Maria Thereza: Gordinha! Eu sei que tu vai tá mal quando ler isso, eu sei que vai doer em ti, porque entre nós rola a parada mais verdadeira do mundo né. Não só pelo nosso passado, mas pelo nosso presente. Tu é minha best e isso não vai mudar. Eu confio em ti de olhos fechados e agradeço por ter me deixado fazer parte da sua vida. Espero que tu tenha sorte e felicidade, e use sempre meus conselhos ein; Larissa, Estela, Gabriela e Ana Luíza: Vocês me deram as melhores manhãs, os melhores sorrisos, melhores piadas e os melhores salgados AUHAUHUH Obrigado por tudo, de verdade; Mariana: Cara, eu não sei o que falar pra você. A amiga mais que amiga, quase irmã, sabe, que te levanta, que te faz sorrir, que te abraça, que te consola, que te aconselha, que faz com que tu te sinta especial. Não esquece de mim nunca, Paixãozinha; Juliana, Natália, Jenifer, Anderson, Jande, Maria Júlia, Laura, Denise, Thayane, Karina : Algumas eu perdi contato, outras não, e outras eu até esqueci de por aqui. Vocês fizeram grande parte da minha vida, e porra, obrigado também por tudo. Temos histórias que um livro seria pouco. Mesmo que à distancia; Bruna: Bruuubs, minha irmãzita! Ah, você já me ajudou tanto que eu nem sei como agradecer com um simples 'obrigado'. Mas acho que você sabe o quanto é importante pra mim e quanto me foi essencial nessa vida; Luyne: Eu nunca fui pra você o que tu esperava de mim, mas eu tu confiou em mim e me deixou fazer parte de um bocado da sua vida e isso me deixa um tanto feliz. Desculpa por tudo; Ariane: Não sei quando você vai ler isso aqui, nós nos afastamos né, mas espero que algum dia tu veja ou alguém te mostre. Minha melhor amiga durante muito tempo, tu me ajudou tanto a crescer que nem tu faz ideia. Sério, tu me fez muito bem, muito bem mesmo. Obrigado por tudo tudo tudo "você estando bem, está tudo bem" não esquece; Amanda: Eu sei, você deve tá mal. Eu também estaria mal no seu lugar. Mas você sabe que eu não te mereço, você sabe que eu te magoei e eu nunca vou conseguir me perdoar por isso. Por mim, não estrague nunca tua vida, tu tem um futuro brilhante pela frente! E as paradas que tu me disse também, sei lá, me confundiram pra tomar a decisão que tomei, mas teve os fatores que pesaram mais. Eu sempre vou te levar comigo também, sempre sempre. Obrigado por tudo! E eu sempre vou tá contigo, nunca nunca vou te abandonar. E apesar de tu já ter prometido, eu não quero que tu faça nada de mal contigo, pelo que tu sente por mim .-.; Clarícia: Cutx! Tu é uma das pessoas que eu sei que vão ficar mal, mas eu sei também que isso vai passar. Só queria te dizer que as paradas que tu tem me falado esses dias me serviram sim e muito. Não pense que foi em vão, ein. Eu tenho muita história com você, muita história que eu ainda queria ter... Você sabe que a sua amizade é uma das mais importantes que eu já conquistei, e só espero que eu signifique pra ti o que tu significa pra mim e que tu também leve pra sempre tudo que passamos. Natalia: Por fim, você! Eu escrevi tudo isso aqui até agora sem chorar, mas acho que agora não vai dar pra segurar. Puta que pariu, o que eu vou te falar? Tu é o amor da minha vida e eu te prometi que te amaria até o fim da minha vida e além dela, e é o que eu vou fazer. Sabe, você é a guria mais limda que eu já conheci. Talvez não seja de fato, talvez seja, mas pra mim sempre foi. E eu nunca consegui te falar isso, te olhando. Mas sabe, eu to cumprindo tudo que eu te prometi, ou quase tudo né. Eu sei que você não tem culpa disso estar acontecendo, você não tem culpa de ter mudado, de já não se sentir mais como antes ou gostar das mesmas coisas que antes. Putaqueopariu! Eu sou apaixonado por você, Natalia! E eu não suportaria te perder mais, sabe, eu não suportaria ver você com outro alguém além de mim e tudo que eu queria era ter você só pra mim de novo. Quando você ler isso, eu já não vou tá mais aqui, mas meu coração vai tá contigo, você sabe disso. Eu te quis mais do que qualquer coisa, eu quis só você. Eu tava disposto a largar tudo pra ficar com você. Com a minha Natalia, e não com essa Natalia nova. Talvez com o tempo minha Natalia voltasse, mas eu não ia aguentar ter que esperar por isso assim. Você não tem culpa de nada, ok. Por falar em culpa, me desculpa por ter aparecido assim na sua vida, por ter te tirado muita coisa, por não ter conseguido fazer tu permanecer "perdidamente apaixonada" até o fim ou por ter continuado com esse sentimento ou esse pensamento de querer ficar junto de ti quando não dava mais. Tu merece um alguém melhor, alguém que esteja aí contigo quando tu precisar, alguém não falhe contigo ou que não te magoe tanto. Mas ninguém nunca vai te amar como eu te amo, de qualquer forma, espero que tu encontre alguém que se apaixone por ti também, ao menos. Espero também que tu nunca esqueça o que eu fiz por ti e o quanto eu quis você, o quanto eu quis que a gente ficasse juntos e quanto eu fui feliz com você e tentei te fazer feliz. Nem esqueça tudo que passamos e superamos juntos. E sabe, aquele dia que eu tava chorando e te disse "eu te amo mais do que tudo", foi a frase mais sincera que eu disse em toda minha vida, junto com tudo que eu te disse umas três vezes, por audio também; que eu nunca pensei sentir por alguém o que eu sinto por você e tudo mais que você já sabe. E se lembre de mim quando alguém elogiar tuas mãos ou a tua voz ou a forma com que tu canta, ou quando alguém reparar que tu dá espaço entre pontos ou dizer que "já já" é separado, ou no teu casamento, ou quando teu primeiro filho falar 'papai', ou quando você ver ou usar uma aliança linda e grossa. Ah, e se lembre de mim também nas tuas aulas de filosofia e quando você comer algodão-doce em algum parque. Eu te amo, bem mais do que eu deveria amar, e é além do céu, agora mais do que nunca.

sábado, 12 de setembro de 2009

Máquina

Tu deposita todas as suas fichas naquela máquina. A tal máquina é tão atraente que te leva a comprar mais fichas para ali depositar. Tu pega tudo que tem e troca por fichas. A única coisa que tu tem são fichas e a máquina. Aos poucos tu vai depositando ficha por ficha, e a máquina vai te retribuindo com presentes e mais presentes, que tu gosta. Um dia a máquina resolve não funcionar. Você, frustrado, resolve depositar todo o resto de fichas que tu tem, para que talvez assim ela funcione. Passa algum tempo, e nada da tal máquina funcionar. Tu vai ver o que tava acontecendo e descobre que a máquina não funciona mais, pra ti. Suas fichas ficaram desgastadas e não mais a satisfaz. Agora tu tá sozinho. A tua máquina tá ali, mas sem função a não ser a tristeza que ela te traz. E agora tu busca uma solução. E agora tu perde a vontade de querer, de ter, de amar.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Reescrita

Mais um cigarro, algumas páginas de um livro de filosofia, mais uma cerveja, algumas gotas de chuva, um calor estranho, um peso inexistente, uma vontade incontrolável, uma imaginação revolucionária, e... lá se foi meu dia, às 6 horas da tarde, lá se foi meu dia, levando consigo minha alegria, meu amor, minha dor, minha decepção; deixando só aquela velha e já conhecida esperança.

Sinto muito blues

Fazendo o mesmo caminho de volta para casa, eu encontrei a mulher que eu mais desejei, que eu quis ter só pra mim, que eu quis cuidar, por quem eu era louco. Eu te encontrei no meu caminho. Eu te encontro em todos os cantos, em todos os escritos, em cada respiração, em cada excitação, em cada sonho, em cada pensamento, em cada música, em cada estrela. Eu não vou esquecer dos longos e lindos dias junto a ti; do compartilhamento de segredos, medos, aflições, gostos, jeitos, manias, perfeições; das noites em claro compensada com mil sorrisos, alegrias e amor. E a pior decepção é quando tu mesmo te decepciona, quando tu não alcança teus objetivos, quando tu não consegue mais seguir teu coração, quando fica dificil suportar. Eu tive a pior decepção, da pior forma. Esse destino é meu amigo, eu sei, ele vai me trazer tudo que ele me tirou, vai compensar todo meu sofrimento e toda tua dor.
A saudade me mostra que foi bom, que valeu a pena e que vai voltar. Talvez essa saudade acorde a magia adormecia dentro de nós. Talvez essa saudade nos ajude a ser quem somos, demonstrar o que sentimos mesmo.
Talvez essa saudade não seja tão ruim.
Talvez eu queira te falar mais um bocado de palavras que eu decorei hoje, ensaiando o tom de voz.
Talvez eu queira, na verdade, chamar você de "minha", outra vez.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Meu mundo melhor

Mudar de vida, trocar a roupa
Ser feliz, limpar o armário
Vista teu melhor sorriso
Rasgue teu diário.

Viva por ti mesmo
Guarde as lembranças lindas
Leia teu horóscopo
Aprende o dia de ida.

Enxergue o melhor das pessoas
Ouça o que for bom
Fale o que for necessário
Cada um tem seu dom.

Entenda teus amigos
Deixe as feridas cicatrizarem
Perdoe teus inimigos
Esqueça as mágoas.

Preserve quem te quer
Valorize quem te preserva
Entenda aquela mulher
Morra feliz.

Experiência

Experimentei a sensação de ser só seu. Caminhar e não ter nada dentro de mim, além da vontade de viver. Não pensar em ninguém, não preocupar com ninguém. Ter como única companhi a solidão interna. Tem um nome: liberdade! Temi tanto sentir isso, agora que chegou não é tão ruim quanto eu temia.

Eu andei na mesma rua, eu li os mesmo letreiros, vi os mesmo rostos, pisei nas mesmas pedras. Não foi igual. Nada agora é igual. É diferente, é estranho, é novo, é incrível, é desagradável, é frustrante. Eu nunca me senti assim antes, mas no fundo eu tô bem. Dívidas pagas, mágoas acertadas, papéis colados, corações remendados. Tudo certo. Ou pelo menos como vêem.

Talvez eu nunca mais vá saber como realmente me sinto.

sábado, 5 de setembro de 2009

Tão errante quanto o próprio erro

Porque tu não muda? Porque tu não busca a tua vida e sai dessa vida que tu mesmo sabe que não é tua? A tua vida depende de ti, somente! Como tu quer que te dêem valor, sendo que tu mesmo te despreza? Ao jogar tua vida fora desse jeito, tu mesmo não tá te dando valor. Tu não percebe isso? É, tu não percebe isso. Tu é vago demais pra perceber! A solidão deve ser mesmo "tri foda", tu corre tanto atrás dela que, às vezes, só de te ver indo em busca dessa tal de solidão, já me dá vontade de tê-la por perto. Quanta ironia e hipocrisia. Enquanto tua vida tá acabando, a minha só tá começando, e, valeu por ter feito isso por mim; bela prova de amor: a vida.
Muda tua visão, aprende que parte seguir do teu coração, diferencie amor de paixão e, no final, esqueça aquele seu "não".
Talvez uma pequena rima pode te fazer toda diferença... se essa pequena rima chegasse até você poderia fazer toda diferença.
Eu deveria ser dois. Dois eu, dois corações, duas mentes, duas vidas, dois destinos, dois pensamentos, duas paixões, dois gostos, dois sentimentos, duas sensações, dois passados, duas idades, duas identidades e, talvez, dois amores. Sabe, se tu for dois, aumenta a probabilidade de tu ter futuro em alguma coisa ou de tu conseguir ser feliz.
Seria mais fácil se eu sorrisse, ignorasse a culpa e a angústia. Seria mais fácil se eu apagasse minha memória, vivesse a tal vida que eu escrevo. Seria mais fácil se fosse real, se aquela esperança tivesse mesmo um objetivo certo ou se as palavras que eu, criteriosamente, escolhi chegasse ao seu coração.
Essa vida minha tá melhor do que eu acho. Eu vou parar de pensar nisso. E talvez tu não vá gostar.

Foto: "Argentina, eu te amo, eu nunca vou te abandonar!"

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Sabedoria minha

Hoje eu acordei bem. Bem comigo mesmo. E mesmo sem ter ninguém pra compartilhar isso, eu tô bem, como quase nunca estive. A chuva me deixa bem. Estranho é que eu não gosto de água, mas acredito na magia de chuva. Sabe, tudo tem sua magia, basta tu encontrá-la! Acredite, a dor tem sua magia. E foi pela magia da dor que eu descobri a magia do sorriso, da alegria, do dia bom, do 'estar bem comigo mesmo', da lágrima, da noite bem dormida, do desabafo e da própria chuva. Sabe, você tem sua magia, eu tenho a minha. Eu descobri a sua; é linda, a mais linda. Raro é encontrar alguém que descubra a minha. Minha magia é oculta, tão oculta quanto teu sorriso, teu coração. Estranho é quando me prendo nas recordações e encontro meu pretérito-mais-que-perfeito, mas pessoas mais-que-perfeitas, e agora, pra mim, eu sou mais-que-perfeito. Não estou dizendo que sou perfeito, ninguém é; eu me faço feliz, eu me faço bem, eu me conheço de verdade, finalmente. Eu me conheço como ninguém mais me conhece. Sabe, tu convive tanto tempo contigo mesmo que passa a te conhecer tão bem e percebe que a felicidade tá dentro de ti, no teu rosto, no teu coração, e não no coração de outras pessoas. Fato que precisamos ter alguém; mais fato ainda que precisamos ter nós mesmos para conseguirmos alcançar alguma coisa. Sabe, acredite em você! Acredite, de verdade, que tu é capaz. Depender de outras pessoas é a pior forma de submissão que existe.
Tudo tem um fim, tudo. Apenas tudo. Mas as coisas que te pertecem, você escolhe quando acabam. Eu vou preservar para sempre tudo aquilo que contrui contigo, com ele, com ela, com vocês. Foi tudo isso que me fez precisar, acima de tudo, de mim! E sabe, só é possível tu amar alguém quando tu ama a ti mesmo.
E sabe, eu queria conseguir alcançar teu coração, pra te convencer de tudo isso.
E sabe, isso não acabou ainda.

domingo, 30 de agosto de 2009

Quase lua cheia pt2


Quero continuar mentindo o que eu sinto, como me sinto. Mas essa lua vem me trazer tudo que eu estava evitando, tudo que me tirava o sono e me fazia pensar no que eu queria esquecer. Essa lua me faz ser eu mesmo, e eu não consigo mais me enganar. É estranho, todos se convencem dessa minha nova vida, menos eu mesmo. E só eu sei a falta que eu sinto de ouvir aquele "só sua, pra sempre". Só eu, essas paredes e essa lua.

Quase lua cheia

Abriu os olhos e viu quão pouco produtiva era a vida que levava. No outro dia, ela acordou com a pior dor no peito que já tivera até então; ele já era dela, o coração dele escapou entre as frestas da mão e dos erros dela. Contudo, ela estava livre; não era mais dele. E isso, de alguma forma, a incomodou muito. Ela queria aquela proteção e segurança que sentia ao ser dele. Abraçar o travesseiro foi a forma mais fácil que ela encontrou de sentir isso. A sensação matinal era a pior de todas. E pra piorar, isso aconteceu durante alguns dias ou algumas manhãs... ou ainda acontece. E estranho é que ele sentiu/sente a mesma coisa, ao mesmo tempo. E nesse momento em que eles percebem que a magia não está perdida, ainda. E que viver e sofrer à dois é melhor que viver e curtir sozinho.

De novo, aquela sensação de vazio me invade e me mostra que não há mais nada dentro de mim, além de uma pequena vontade de viver. Pequena mesmo, ao ponto de ser irrelevante em meio a tanto vazio. Talvez assim seja realmente melhor.

Os olhos não mentem, o coração não mente. A lua não mente, nunca.

sábado, 29 de agosto de 2009

Eu nunca vou te abandonar

Eu olhei pro céu, ainda escuro e consegui ver minha luz a brilhar. Ressurgiu, renasceu, no interior de mim, de nós. Renasceu totalmente diferente, mais perfeito ainda. Eu fechei meus olhos e pude te ver, tão linda como sempre. Meus olhos são teus, meu coração é teu, eu sou teu. E tu vai ser única, a minha única. E tu vai viver para sempre em mim e em todas as músicas que nos lembram e em cada parte de tudo que me cerca e em cada parte da minha vida. Eu vou construir um 'nós' nosso, e eu vou te fazer sorrir nos dias mais díficeis e eu vou enfrentar tudo contigo e eu vou superar cada pequena pedra com você. A esperança vai crescer em ti, a felicidade vai te conduzir ao nosso destino. Talvez ainda esteja em tempo de mudar esse final. Talvez já esteja na hora de não mais esconder o motivo que me move a cada dia. A.

Restos mortais

E essa canção
Vai para pedir meu coração.
Minha vida eu vou viver
E não quero mais que tu venha me dizer
O que, na verdade eu devo fazer

E estes versos vão pra te mostrar
O que tu há de ganhar
Nessa sua vida
Nessa sua ida.
As promessas quebradas
E tua carta jogada.

Por mais que tu tente relutar
Um dia tu há de enxergar
Que não há mais nada que te possa amar
Como eu te amei,
Como eu te esperei.

E não me procure mais
Tu não vai achar
Nada além de restos mortais.

E tu não quis
Não aproveitou para ser feliz.
Foi a escolha tua
Só espero que encontre tudo
Nessa rua.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Previsão

Foi como eu te disse, foi como eu pensei. O filme se repetiu. Você vai, de novo, mergulhar no teu mar de ilusões, deixando pra trás o que tinha de mais verdadeiro na tua vida. O filme se repetiu. Mas dessa vez sou eu quem escrevo o roteiro, e o final já está pronto, esperando pra ser encenado. E o final só eu sei. E o final é só meu.

Porque eu nunca fui muito bom nisso. Foi como eu te disse, foi como eu pensei. Estava acabando, ainda teríamos tempo de segurar firme nossas mãos e não deixar nunca que o nosso laço se rompesse. Foi como eu te disse, foi como eu pensei. Agora já acabou. Deixamos que acabasse, deixamos que perdesse.

Eu te disse "não quero ter que perder você". Foi sincero também. E você se foi, num processo de degradação. O pior de todos. Basta uns dias para que eu saia de vez da tua vida, ou que tu me tire dela. Basta umas palavras para que tu me derrube outra vez. Basta mais algumas palavras para que eu me convença definitivamente da minha vida.

Foi bom, vai ser eterno sim. Pelo menos em mim. Sua imagem em mim não poderia ser melhor. Sua imagem. Sua imagem era o que eu queria comigo para sempre, para sempre mesmo, enquanto existisse vida ou depois que a vida acabasse. Agora eu procuro encontrar tua imagem em outras pessoas, em outras coisas, em lugas onde eu nunca vou encontrar. Sua imagem é só sua, seu lugar é só seu.

E o que eu queria te falar era que eu não saberia viver sem essa tua imagem. Mas não falei. Você nem queria saber. Deixa que o tempo te diga, que o tempo te mostre o que eu sinto, que o tempo te ensine a viver e a amar.

Uma visão deslumbrante do céu. Um arrepio constante. Uma imagem flácida. Um amor morrendo. Uma história a menos.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

E agora eu digo adeus

Eu te amei sem querer nada em troca, além de ter você. Eu te quis como ninguém já mais me quis. Eu me dediquei à você mais que à minha própria vida. Eu deixei de viver pra mim e vivi pra você. Eu larguei as minhas coisas e fiquei com as nossas coisas. Eu nunca quis um tempo pra mim. O melhor tempo era passando junto de ti. Eu temi tanto esse dia de hoje, de ontem. Temi tanto, mas tanto, que agora que chegou eu não consigo acreditar. Por isso te peço perdão, é só uma questão de tempo, espero que tu entenda.
Eu te dei o que nunca recebi de ninguém, eu te dei até o que eu nem sabia que tinha. Tu descobriu um coração em mim, e mais que isso, pegou ele todo pra você. Tu foi minha salvação e depois minha perdição.
Talvez um dia eu canse de viver assim, sem coração, e o peça de volta. Talvez um dia alguém seja capaz de conquistar o lugar vazio aonde se alojava o tal do coração. Duvido muito.
Nada como um dia após o outro.


Foi quando o dia chegou antes do amanhecer, quando o coração parou antes mesmo de eu perceber, que estava perdido ao te encontrar, que estava sozinho no mesmo lugar. Eu me despeço como quem não vai voltar. Você deixou de acreditar, você chegou a duvidar de mim. Você perdeu o seu lugar, que por muito tempo eu guardei aqui. E agora, eu digo adeus. Pela manhã o sol se foi, e o dia escureceu. O sentimento foi traído quando tudo se perdeu. Estava perdendo todo meu ar, estava perdido no mesmo lugar. Eu me despeço como quem não vai voltar. Estranho é o deserto dentro de ti, e os muros que me impedem de chegar, a hora marcada de um triste fim, e o medo que eu tenho de errar. Partindo pt. 2 - Abril

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Siceridade, minha


Aquele foi o "eu quero você" mais sincero vindo de mim, depois de todos aqueles que, sem ver, eu te falei nos nossos momentos mais eternos. Ontem foi sincero, muito sincero. Mas de que vale toda a sinceridade se minhas palavras já não têm efeito, em você?
Não sei porque hoje eu ainda acordei assim. Já está bom pra mim. Eu já entendi como tem que ser, difícil é me convencer disso.
E eu só queria motivos que me fizessem não querer voltar atrás, voltar no tempo, voltar.
Eu tô me perdendo cada vez mais, e talvez só você consiga me achar outra vez.

Esse sono acumulado acaba comigo. Voltar a dormir direito agora é uma questão de necessidade. Me deixa voltar a dormir. Me deixem voltar a dormir.

Músicas do dia: 1997 - Hateen; Yuti - Abril; Você nem vai saber - Hevo84

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

No te vayas de mi vida

E bastou um segundo em silêncio pra que tudo voltasse. Meus pensamentos sobre você e o que seria de nós dois. Sobre o que se passa dentro de você. Talvez eu até te entenda, em cada vírgula ou tom de voz. Mas você não tem ideia do quanto isso me dói, ou o quanto me custa te entender. É estranho ver que eu não sou o bastante, e que acabou. É estranho ver a chuva a janela e não ter aquela antiga sensação. É estranho pensar em você e entender que não é minha. E mais estranho que tudo isso é assumir pra mim mesmo que é verdade. E que esse é só mais um choro sem sentido ou uma insistencia em vão, que não vai trazer nada de volta. Nada vai fazer alguma coisa voltar. Só espero que você realmente saiba como é pra mim dizer isso.

Relato do dia de ontem

Ontem foi, quiçá, um dos dias mais importantes para essa minha fase. Eu acordei meio dia, com o Felipe e a Mariana dormindo aqui também. Depois de uma longa noite com internet, café, coca e uma parada de maracujá que tinha na geladeira. Longa noite sem malícia, estávamos como irmãos mesmo. Talvez a noite tenha influenciado no dia de ontem também. Aí minha mãe me ligou, ela tava na casa de uma amiga, eu pensei comigo: "eu vou pra almoçar e venho embora, deve ser aquela merda de sempre." E pedi pra ela vim me buscar. Começando por aí, na verdade veio a amiga dela, Maria. Amiga de longa data, sabe aquela amiga, amiga mesmo, que se afasta de você, mas sempre que tem oportunidade conversam como se tivessem contato diário? É bem dessas. Eu me lembro da Maria desde criança, na época que a minha mãe tinha a farmácia. Ela trabalhava pra minha mãe, na farmácia, e cuidava de mim nas horas vagas. Hoje ela continua trabalhando em farmácias... Passou por muitas e agora está na de um tio meu, irmão do meu pai. Eu não gosto muito dele também, por motivos que talvez um dia eu fale. Mas continuando... Vieram a Maria, a filhinha dela, a Iolanda e a Suellen. E no caminho até lá piadas rolaram soltas. Nos aproximamos de um bar e Maria disse: "o que você quer beber, Marcelo?", e eu disse que queria coca, eu não bebia perto da minha mãe. Ela deu um sorriso e falou: "uai, você já cresceu, rapaz." e entrou no bar. Eu pensei nisso. Realmente tinha crescido, já tinha passado da época da "coca-cola", não que beber álcool seja uma forma de crescimento, mas já não havia motivo pra eu evitar isso perto da minha mãe. Eu pouco pensei e logo ela já estava entrando no carro, com duas sacolas. Comprou duas garrafas de Coca, algumas de cerveja e uma de pinga. Eu, não aguentando de curiosidade, perguntei: "uai, Maria, você bebe pinga?", ela respondeu: "pinga pura não, a gente faz caipirinha. Você bebe isso?" eu dei uma risada e disse que bebia. É estranho pensar assim, mas eu tenho 17 anos, e até então me tratavam como menos, e não como um adulto ou adolescente que sou. Até porque há 4 anos atrás eu era o mais o novo da família, não só da minha, mas de toda família paterna, e apesar da vinda da minha irmã acho que ainda me consideravam assim. Até anteontem. Aí eu cheguei na casa da Maria. Tava cheio lá... Até mesmo porque mora muita gente numa casa só. Mas ao mesmo tempo é tão aconchegando que só estando lá para saber. Estavam lá minha irmãs, minha mãe, a amiga da minha irmã que é sobrinha da Maria e umas amigas delas, o cunhado da Maria e a irmã dela. Eu deveria me sentir no céu porque depois do Jucelino, eu era o único homem lá. Mas não... Assim como na noite anterior, o sentimento fraterno falou tão mais alto que era impossível pensar em outra intenção. Até mesmo porque eu não queria, minha "outra intenção" nem aqui estava, coisa que eu vou comentar mais pra frente. Aí eu entrei na casa e lá nos fundos, no quintal mesmo, tava uma churrasqueira queimando carvão, e todas aquelas pessoas sentadas em volta de uma humilde mesa. Na mesa tinham uns tiragostos e uns copos limpos. Eu peguei um copo e me servi com Coca. Até eu achei estranha essa minha atitude. Eu costumo ser tímido na presença de terceiros e ter dificuldade até mesmo pra me mexer. Mas como eu havia dito, lá tu se sente tão em paz que nem tem timidez, mesmo desconhecendo algumas pessoas. Me sentei ao lado da minha mãe e fiquei por um tempo ali, calado, escutando aquelas musicas e os assuntos, comendo alguns pedaços de carne e com meu copo de Coca. E sem eu nem perceber, meu copo foi trocado. E as musicas e os assuntos me faziam sentir tão no meu habitat. As músicas eram aquelas dos anos 60/70/80, românticas, apaixonadas e outras coisas mais. Eu tentava não prestar muita atenção na letra, eu não eu tava num bom momento de ouvir esse tipo de música. Mas estava bem, muito bem. E as eu gostava das músicas. De repente, eu entro no assunto deles. Mas nessa hora já não havia mais quase ninguém por lá. As meninas, amigas da minha irmã tinham saído. Minha irmã tava em algum quarto. Só tinham os "velhos" lá naquele quintal. Aí começaram a falar de música, e então eu disse: "é, eu também gosto desse tipo de música." e minha mãe completou: "eu conto da minha infancia pro Marcelo e ele diz que queria ter sido meu irmão, pra viver as coisas que eu vivi." E realmente era assim... Eu acho o mundo atual tão banal. Mas continuando. Aí a Maria falou que aquela que estava passando era linda e começou a cantar. Foi uma das únicas em que eu reparei a letra, e era realmente linda. Aí eu entrei no clima e comecei a falar de cantores que eu também gostava, que eram dessa época. Papo vai, papo vinha, eu tomei dois copos de caipirinha. Começamos a falar de sentimentos. Do meu pai, dos meus avôs. E acho que ainda não retratei aqui, mas eu ainda farei um post só pra falar sobre eles, Iolanda e João. Aí falamos o quanto meu pai era bom pra todo mundo, menos pra ele, que eu herdei isso dele; eu prefiro ficar mal ou sair perdendo do que deixar alguém mal ou tirar alguma coisa de alguém. Falamos sobre amizade, paixão, gravidez, sexo, bebida, direção, acidentes; isso tudo em meio a piadas e histórias. Aí botam um DVD na sala, do padre famosinho aí, hehe. E minha mãe vai lá ver. Dai ela me chama, eu disse que não, mas ela insistiu. Ainda bem. Eu fui lá. Ela me abraçou e falou tudo que queria me falar. Tudo que uma mãe sente por um filho. Daí ela me olhou, com as mãos no meu rosto e os olhos cheios de lágrimas, me disse que me ama demais, mais que tudo. Aí até eu não aguentei, comecei a chorar. E ela falando e falando. Eu não quero muito entrar em detalhes, farei outro post só para isso. Aí quando terminamos nossa quase-conversa. Quase porque só ela falava, nenhuma palavra conseguiu sair da minha boca. Eu voltei lá pro quintal, bebi um pouco de cerveja e voltei na sala. Minha mãe tava conversando com a amiga da minha irmã. Minha irmã tá num momento complicado, e tem umas amizades que não ajudam muito; a gente precisa afastar ela disso. Era o que minha mãe dizia. Eu entrei no papo, dei meu palpite e o celular da minha irmã tocou: era o namorado dela. Mas ela tinha ido na casa de uma amiga ali perto. Minha mãe disse que ela tava no banheiro, pra ligar daqui um tempinho. Aí fui eu e a amiga dela lá levar o celular. Dai chegamos lá, e ela resolveu voltar com a gente. Ok, estávamos fazendo o curto caminho de volta e o celular toca de novo, minha irmã atende. E de repente escutamos um barulho vindo da esquina de baixo. A menina disse: "batida!". Umas motos saíram correndo na nossa frente, e a gente foi até onde veio o barulho. Uma moto bateu na lateral do carro. Mais cedo conversando, eu tinha contado que nunca tinha visto um acidente nas conversar lá. Aí nos aproximamos do local, o guidão da moto tinha entortado, a menina que tava na moto fez uma fratura exposta. A mão dela virou totalmente, ficou presa nos músculos e na carne. Dava pra ver o osso. Foi traumatizante. Muito. E também tinha quebrado a perna. Aí a Maria chegou perto pra tentar acalmá-la. Depois de um tempo os bombeiros chegaram. Mas ficamos ainda conversando disso por mais um tempo. Aí voltamos lá pra casa da Maria, comemos um cachorro quente, jogamos mais um pouco de papo fora. E então começou uma chuva muito muito forte. Dai eu disse pra minha mãe que a janela do meu quarto ficara aberta. Ele ligou pro meu pai, ele ainda tava aqui, ele fechou, e ainda disse que tava goterando, por umas telhas quebradas. Eu bebi um café, bom até. Aí passou um tempo e a gente veio. Era umas 7 e pouco isso. Cheguei aqui, meu quarto todo cheio de água. Eu pensei: "pelo menos vou ter que ficar sem entrar na internet." e ontem eu tava mesmo precisando disso. Aí vi TV, comi um pouco de miojo, escrevi um texto pequeno no meu caderno e deitei no quarto da minha mãe pra dormir. Consegui isso eram umas 2 da manhã.

Conclusão principal - minha idade mental não corresponde com a minha idade física.

Retratação

A verdade é que eu sou um bom criador de histórias. Descobri isso na minha tentativa de escrever um suposto livro, tentando relatar o que eu vivi, vivo, quero viver ou queria ter vivido. Mas ainda assim, foi inventado. Ficou tão real aquela escrita que até eu mesmo cheguei a acreditar que poderia ter acontecido... Como aqueles livros famosos de Machado de Assis, como Dom Casmurro, que todos comentam, como se fosse um fato verídico. Mas quem me dera chegar ao pés do mestre Machado! Enfim, eu só precisava mesmo explicar, até pra mim mesmo, a fonte de alguns ou um texto aqui postado: minha imaginação e capacidade criativa.

Hoje tenho muita coisa pra postar.

sábado, 22 de agosto de 2009

Vocês me fizeram bem

Sinto o gosto do teu beijo e parece ser de verdade. Mas só parece. Os sutís vertígios da vericidade de tal fato vai desaparecendo assim que eu abro meus olhos, e enchergo a real realidade. Aí o gosto do teu beijo parece se distanciar, porque esse mundo não é mais nosso e é extremamente confortante encontrar contigo nos meus sonhos e ter a plena sensação de que tu tá aqui. Nós mudamos tanto. As vezes não tenho mais vontade disso, vontade de você. Mas basta meu coração pulsar mais forte por um momento pra eu ver e sentir tudo de novo, como no início. Eu não preciso de muito, e não quero muito de você. Na verdade, eu não quero mais nada de você. Não posso querer alguma coisa, uma vez que você não vai me dar. Por isso eu parei, e tô à espera do tempo, esse tempo aí que você disse naquela nossa conversa destruidora e eterna, como algumas que já tivemos. Marcas não são apagadas, entenda isso de uma vez, marcas boas e ruins são eternizadas por sensações estremas; exatamente o que eu senti contigo, todo o tempo.

A minha sombra não me engana mais, eu cresci. Meu espelho não me engana mais, eu vivi. Minhas palavras não me enganam mais, eu evolui. É triste que você esteja parado e não veja nada de todo meu amadurecimento. É realmente lamentável a quantidade de coisas que tu tá perdendo. Sabe, cara, essas coisas não voltam, nunca mais, nunca mais. Mesmo que tu quase se mate, essas coisas não vão voltar, por nada nesse mundo. Até mesmo porque eu farei de tudo para que elas não voltem e tu arrependa de tudo e sofra tudo que eu sofri e viva tudo que eu vivi.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A verdade dessa noite

Na verdade, o que eu não te disse foi que eu sinto falta dos nossos dias, do nosso mundo, de você, da minha parte de você; que teus olhos são lindos e eu os imagino aqui toda noite; que eu queria voltar a ser o mesmo de antes e fazer as mesmas coisas de antes; que todos os filmes e músicas me lembram você; que eu derramei lágrimas todos os dias em que perdia uma parte de você; que eu me torturava com nossas promessas e o rompimento delas; que eu odiava o modo com que tu tentava me consolar, como se fosse mais fácil pra você do que pra mim.. isso piorava mais ainda; que eu não queria lembrar do passado; que tuas palavras ecoam no meu pensamento; que tua voz é linda e eu acredito no teu futuro; que ninguém nunca vai te amar como eu te amei ou te amo.. costumo misturar passado e presente, você sabe.

Na verdade, o que eu queria era não ter te deixado sair, ter feito você escutar tudo que eu tinha pra te falar. Na verdade mesmo, eu queria ter sabido o que falar; palavras que te convencessem a adiar esse momento, essa confusão. E eu queria ter feito sua mente, e convencido você de nós dois superaríamos tudo e que eu nunca ia te abandonar e que eu largaria tudo outra vez só pra te ter.

Na verdade, eu já não sei de mais nada, e esse não é só mais uma frase pra encerrar o assunto. Não, pra mim. O remédio, a chícara, o computador, as cifras, a guitarra, a câmera velha, o caderno antigo, o celular carregando, a cama bagunçada, a palheta jogada, o travesseiro me esperando, a noite me olhando, o céu tentando me intimidar e as estrelas fugindo de mim, sapatos pelo chão, quadro vencido na parede, um mofo aqui outro ali, o cortina empoeirada, a cor exagerada, meias jogadas, farelo de biscoito no chão, confusão na cabeça, aperto no coração, nózão na garganta, a tv chiando algum filme e o panfleto desleixado.

O teto do vizinho, a escuridão assustadora, os pregos no muro, o muro, a janela meio-aberta. A lua me abandonou, hoje.

Foto: hoje, com meus meninos.
Música: Partinho pt. 1 - Abril.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Narração daquela noite


Parece irreal, mas ao tempo é real demais para ser irreal. Esses papéis com escritos pra você se esconde em meio a poeira, às chícaras de café, aos velhos guardados. De longe, consegue transparecer algumas palavras daqueles papéis. "Mudou, minha vida, você, seremos mais, melhor, diferença, vai superar, prevalece, te mostrar". Eu sempre fui muito esperançoso quando se trata de você. Fui, não sou mais. Fato que sempre vai haver aquela esperança boba lá no fundo, mas não mais como antes.

O medo volta a me buscar, e essas sensações torturantes destaca mais o tal medo. Eu tenho medo de você e do que eu possa querer com você. Medo que do possamos fazer e da consequência disso.

A tua respiração no meu pescoço parece ser um convite à grande entrega; em contra-mão, o arrepio na espinha é um aviso para pararmos. Qual ouvir? Ok, ouço coração. Me deito pensando no que seria certo pra aquela noite, eu não deveria ter chegado tão longe com você. Eu não gosto de você, só tenho medo de gostar, o que, necessariamente, faz com que eu não goste.

Agora a consciência pesa e o coração sente dor. Agora há um vazio no meu quarto. Agora eu tento encontrar em mim vestígios de você, teu cheiro da minha roupa, tua marca na minha pele, tua presença nas minhas paredes. Agora eu me pergunto como fomos chegar à isso. Agora eu percebo que quero me afundar mais nesse novo sentimento.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Soneto das mudanças

Mudanças acontecem, pro bem ou pro mal
Só espero que dessa vez não seja fatal.
Eu já dei tantas voltas nessa vinda minha
Que já não lembro de quando ela era tão mesquinha.

E eu só queria ter a capacidade de aproveitar
Viver a vida sem querer voltar.
Seguir em frente, sem nem me importar
O que, de mim, os outros vão pensar.

Ok, nada mal para mim até agora
E talvez ainda não tenha chegado a hora
De vermos juntos aquela aurora.

E talvez ainda esteja em tempo
De seguir o rumo do vento
Mas não deixar de ser atento.

Marcelo Ribeiro

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O arranjo certo

Quero achar o arranjo certo
O momento que te traga pra bem perto.
Quero te ver numa tarde chuvosa
E então conseguir te entregar aquela rosa.

As flores que eu guardei para você
Eu não sei se você vai querer
Mas estão plantadas no mais profundo do meu ser.

Aquela canção que te fiz
Tá guardada esperando tu pedir bis,
Com aquele arranjo incompleto
Porém com um amor repleto.

Aquele poema que eu te escrevi
Guardei para que um dia eu possa dizer
O que antes de ti eu vivi.

E eu ainda estou a procura
Do arranjo certo para essa canção
Que pode ser a cura,
A cura da nossa loucura
A nossa loucura de amar e se entregar
Sem ver o que amanhã virá.

Marcelo Ribeiro

Bem isso

Ninguém nem percebe como estou, ninguém nem se interessa em saber. Mas eu sei que essa dor ainda vai ter fim, e vai me tornar mais forte, e vai, então, endurecer todos meus sentimentos, para que assim eu não corra mais o risco de adoecer outra vez. E eu sei, ninguém nunca escutará minhas canções, nem lerá meus meros textos ou sentirá meu pranto. Eu sei, ninguém nunca vai ser capaz de estar no meu lugar. E é na fraqueza que eu encontro minha força... Eu sou forte, mais que você, mais que todos que tentam ser fortes.
Eu poderia escolher o caminho mais fácil, simplesmente sair disso tudo e viver para mim, me fazer feliz e não me importar mais com nada do que venha de você ou de vocês. Mas uma hora eu teria que enfrente de frente e peito aberto tudo isso que me faz sangrar... Porque não agora? Pois bem, vou continuar com isso, vou enfrentar, e vou seguir o manda meu influenciador.

Vou comer, depois escrevo mais. Beijos.

Já terminei de comer e voltei. Continuando.. vocês só sabem dizer que eu mudei, que eu já não sou o mesmo, que não demonstro as mesmas coisas. Mas e você, você continua o mesmo, aí dentro? Eu sei, troquei umas calças, o corte de cabelo e talvez até minhas companhias, mas meu interior, ele tá intacto. Ou pelo menos é como eu estou tentando deixá-lo, apesar de tudo. A pessoa muda de verdade ao mudar tua forma de pensar, de agir e de viver. Sei que pouco sei sobre a vida e tuas manhas e tuas artemanhas, mas o pouco que sei é o suficiente pra me ajudar e permanecer com a minha exência... Ela não muda nunca! Porque nada me tira meus sonhos, antigos sonhos; nada me tira meus pensamentos, antigos pensamentos; nada me tira meus amores, antigos amores. Ao mesmo tempo que tudo tá tão complexo, tá tudo tão simples... Não sei se há ou não motivos ou razão para continuar, para viver. Tu não me deixou te mostrar tudo que eu queria, tu não me deixou te apresentar tudo que eu mais desejava, e só isso é capaz de me matar por completo; dos lábios ao coração.
Respostas, kd.

domingo, 16 de agosto de 2009

E eu

E eu, que pensei que ainda tinha tudo... E eu, que imaginei que alguém ainda estava ao meu lado... E eu, que não queria aceitar a solidão... E eu que não estou preparado para isso... E eu, que nunca gostei de falar de amor... E eu, que até hoje não sei amar.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Hasta el cielo

Eu não vou te ver, eu não vou te ter, não vou mais escutar teu riso, adimirar tua face. Eu não mais te farei sorrir nos dias difíceis; mas se lembra quando eu te fiz esquecer todos os problemas e só pensar em nós? É, eu sei que não lembra, já tá contínuo. Eu não vou mais te imaginar, nem te querer. Não vou mais me importar contigo, nem com teu mundo, nem com o que os habitantes do teu mundo pensam de mim. Os estranhos me cuidarão por um bom tempo; tempo em que eu estiver fora, e totalmente desacompanhado. Eu não vou te encontrar e nem segurar bem forte a tua mão. Eu não vou comover com as tuas palavras, nem com as tuas lágrimas. Eu não vou me apertar o coração com a ausência tua, nem me arrepender por não conseguir sempre lutar por você. Eu vou te deixar sair da maneira que quiser, vou te deixar escolher teu rumo, seguir tua própria vida. Eu não vou insistir mais, eu não vou suportar mais tudo aquilo por você. Eu vou te ver em outros braços que não são os meus e não cairei em prantos. Eu vou te ver vivendo a tua vida e não despedaçarei meu coração. Eu vou ver o quanto estou perdido, e isso não vai me fazer mais confuso. Eu vou tirar você de cada parte de mim e implantar um outro nome na minha boca. Eu vou te mentir até o fim, pra ver se assim, tu consiga enxergar quão intenso é tudo isso que me faz repetir a frase mais clichê de todos os tempos!

Marcelo Ribeiro

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Vai demorar


Entenda então que eu não sei perdoar, eu não sei entender, eu sou machista. Eu nunca vou esquecer. Eu não quero mais viver. Eu não quero falar, não quero brincar. Eu não sei sorrir, não sei chorar, não sei amar, não sei ver. Eu sou louco. Totalmente louco. Como ninguém nunca fora. Eu tenho saudades, eu tenho angústia, eu tenho arrependimento, eu tenho piedade, eu tenho ódio. Tanto amor convertido em ódio. Oh, doce desejo de vingança! Tão prazerosa vingança; tão minha vingança.

Tão distante essa tal felicidade, tão distante esse tal futuro. Tão distante esse tal amor.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Mesmo sabendo que não virá


É um grande contraste; a imensa vontade e a falta de coragem. Eu não quero mais condenar minha boca por falar o que meu coração grita para meu corpo. Eu não quero mais condenar minha imaginação por ser assim, tão vulnerável. Não quero mais me olhar e não me conhecer. Eu não quero tanta coisa, e ao mesmo tempo quero tudo. Eu só quero voltar a vivier, respirar sem dor. Quero voltar a falar de amor. Tua história já não me interessa, tua opinião se afundou no teu mar de críticas. Eu não vou me esquecer de você; não quero esquecer teu nome, ou o que ele já fez comigo. O conto acabou, para mim, para nós. Esse ar vai chegar até você e eu sei disso. Eu, um dia, vou conseguir alcançar!

Marcelo Ribeiro

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Meu mundo está bem pior


Essa fase não tá nada legal, essas mudanças estão acabando comigo, mesmo. E logo vem mais coisa pra piorar. Parece um beco sem fim, quanto mais tu anda, mais tu tem que andar. Fim. É uma palavra tão desagradável, mas é fato, tudo tem um fim; cabe a você determinar o tempo de duração. A mim não importa tanto se é longo ou curto. Aprendi a gostar mais da qualidade do que da quantidade, sei lá, coisa de família talvez. E é estranho saber que tu vive num mundo onde tudo acaba, e só vai sobrar restos de tudo que tu fez. Pensa, cara, que louco isso: nada vai ser aproveitado totalmente; o que tu tá vivendo agora vai passar e acabar e fim. Mas essa loucura me agrada -e muito-, faz com que eu faça mil coisas fodas, que eu aproveite minha vida da melhor forma, que eu siga totalmente o que eu sinto, para no fim ter um grande bocado de restos de vida e lembranças, e então poder botar tudo na mesa e dizer: é, isso aí tudo fui eu quem vivi; eu sou foda!

Boa noite, bom sono pra vocês, e fiquem de boa, filhos.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Não me conheço mais



Nunca peça conselhos, ninguém nunca vai dizer o que tu precisa ouvir ou então a realidade vai ser dura demais para teus ouvidos. Frágeis ouvidos, acostumados com as doces palavras vinda de alguém que te ame. É, tão indomável quanto esse coração que insiste em pulsar mais forte cada vez que escuta teu nome, que vê tua face, que aprecia teus olhos, que ouve displicentemente tua voz, mexendo com cada parte de mim. E eu já não me conheço, não sei minha reação, não sei dos meus sentimentos, não sei da minha vida. Tá tudo em jogo, como se em uma fração de segundos tudo mudasse; de repente, o destino decide me propor outro caminho ou uma saída desse caminho que eu tava seguindo. Mas quem disse que eu quero sair? Quem disse que eu quero outra vida? Eu quero é minha vida há um tempo atrás, quero recuperar tudo que eu deixei passar, tudo que eu mudei e não quis mudar. O mundo não girou a meu favor, agora é hora do mundo não girar à favor das pessoas ao meu redor, não necessariamente girando ao meu favor. A teoria é bem mais legal que a prática. Na prática eu gosto de complicar, e mesmo não gostando as vezes, eu sempre volto a gostar; é como um vício: complicação. Tudo bem, já não me importo em estar sozinho, não me importo se agora o destino me der um caminho estreito onde só cabe a mim; é bom saber que eu tenho a mim mesmo e isso eu nunca vou perder. Vou passar a dar mais valor a mim mesmo. Isso aí.
Um turbilhão de reviravoltas, uma enxaqueca acumulada, um sono atrasado, uma cabeça cheia de ideias, um bocado de palavras na ponta da lingua, uma vontade imensa de dizer tudo que tá guardado nesse peito e outra vontade imensa de simplesmente fugir disso tudo, ileso.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

The end

Eu já não vejo mais sentido pra esrever e escrever, uma vez que eu não encontro resultado em nada, uma vez que minhas palavras nunca chegam aonde eu quero. Então é isso, vou parar de escrever por um tempo. Vou postar aqui só as paradas que me acontecem e talz, como um blog/diário UHAHUAUHAHU E já é. Eu tô numa das melhores fases da minha vida, em partes. É, tá legal. Acordei tarde hoje \o/ Não ando fazendo muita coisa além de falar com a minha namorada linda e tocar guitarra uma hora ou outra. Mas tá bom, não tenho do que reclamar. Vou tentar não deixar as coisas me abalarem e talz. Ah, volto a postar foto quando eu for postar algo decente AUHAUHAUHUH Sem mais!

domingo, 26 de julho de 2009

Ditado


"Tarde demais pra rimar, palavras que vão mudar seu modo de me imaginar."
Será mesmo que a primeira impressão é a que fica? Cada vez duvido mais desse ditado, aliás, ele não tem razão nenhuma! Uma pessoa é o que é, pelo que ela é, pelo que ela pensa, acredita, sente e vive, e não pela primeira impressão que causa em seu espectador. Ok. Mas essa outra impressão que é criada aos poucos, pode ser um tanto conturbada; nem sempre você é você mesmo, nem sempre você age conforme manda tua razão. Isso tudo porque tu é influenciado a todo tempo por emoções, que nem sempre significam sentimentos. E eu já não sei mais o que são sentimentos, não sei que palavras usar para te afetar, para de alcançar. É tão distante, e essa cápsula tá tornando tudo mais tenso, e eu já não quero mais complicar. É tão banal, e ter você era apenas um detalhe. E ter você é apenas o que eu quero, e sei que isso não vai sair de ti, não vai sair dos teus sonhos. Sei que eu vou invadir tua casa e teu espaço quando tu mais quiser se livrar. Sei que eu vou buscar tudo aquilo que tu sentiu no ínicio, e só vou encontrar pedaços. Pedaços é o que anda dominando. Talvez.
Eu vou sair hoje, eu acho. Tomara que seja legal, e que consiga distrair minha mente.

sábado, 25 de julho de 2009

Meu mundo anda bem melhor

Ouvindo: Ainda não disse adeus - Catch Side

Ok. Nossos mundos não são iguais, sua realidade não é a mesma que a minha. É estranho. Por alguns segundos eu chego a pensar que estamos no mesmo lugar, ou que fazemos parte de um mesmo ambiente. Só basta uma troca de palavras pra essa minha opnião se converter. Ok. Chega um dia que você amadurece, é como se fizesse parte dos teus hormônios que desenvolvem caractéristicas secundárias; a puberdade, sabe? É um amontoado de amadurecimento. Imagina uma montanha de neve. Agora imagina essa montanha toda desmoronando em um piscar de olhos, ou em um passar de anos. É bem assim. É tenso. Seu sofrimento começa a ter sentido, você busca o sentido do teu sofrimento! O que perde o sentido são tuas lágrimas. Fato que deveria ter alguma coisa a ver, certo? Mas não tem, não sempre. Lágrimas nem sempre significam sentimentos, bons ou ruins. Lágrimas podem significar nada e ao mesmo tempo significar tudo, sabe. Mas depois que você cresce, você aprende a segurar isso, aprende a conviver com o aperto no coração, aquele aperto que a gente conhece; apelidados de saudade, ciúme, possessão, fim de tudo, solidão, desamor ou o próprio sofrimento! Ok. Eu não gosto de ditar as regras, não gosto de direcionar nada nem ninguém. Eu tenho medo da culpa. Isso é um problema. Mas eu to perdendo meus medos aos poucos, junto com os meus sentimentos e minhas comoções. Deve ser o tal do crescimento. Ou não. Dormi bem essa noite, acho que pus meu sono em dias, pra agora poder controlar, durmir mais cedo, acordar mais cedo talz. Aulas daqui uns dias... É bom até, não gosto de não ter no que pensar. Apesar de que eu não consegui ir atrás de um trampo AUHAUHAUHUH Eu sou contraditário, eu gosto de complicar. Eu sou foda.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Mais um

Acabei de voltar de um show, João Bosco e Vinícius; não é uma das minhas prioridades, mas a falta de opção me faz cometer tal desleixo. Ok. Foi bom, em partes. Ultimamente minhas distrações não estão conseguindo me distrair. Mas foi bom, porque cheguei com sono e já vou cair na cama.

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Não acredito em uma decisão definitiva para nós dois, não agora, que estamos tão... não sei como nos definir, levados, no sentido de levianos; não sei. Mas eu acredito que, no final das contas, vai prevalecer o que o destino nos escreveu. E eu quero te apresentar meu céu, não canso de dizer, você vai se encantar com cada estrela minha e vai se apaixonar mais e mais. A verdadeira magia está aí, no meu céu, no nosso destino, no nosso mundo, nosso! Ok. A cada dia que amanhace, a cada dia que nasce, é um novo dia, o que significa que tu terá todas as oportunidades pra mudar teu rumo, mudar quem tu é, ser quem tu quer ser, mudar tua vida por completo. É, todos os dias tu tem essas oportunidades. E depende de você, só de você querer aproveitá-las, agarrá-las com toda força e depois não mais que de repente contornar tudo que tu achava ruim. Mas enquanto isso tu vai levando essa vida que não é tua, digo, é tua, mas tu mesmo não quer vivé-la, sendo assim não pertence a você. E agora você deve estar se perguntando: porque eu mesmo não faço isso, certo? Pois bem: eu tento, tento sempre! Mas da minha forma, que nem sempre é tão certa ou tão rápida quanto deveria. Sabe, eu gosto de complicar tudo. É isso. Eu descobri minha característica principal, defeito ou qualidade eu não sei. Mas eu gosto do jogo virado pro meu lado, eu gosto de ser o melhor, eu quero só pra mim; não aprendi a dividir. Desde o jardim de infancia eu pago por ess minha 'característica'. E eu complico muito, eu sou muito complicado, sabe. É um problema. Ok. O pior defeito de alguém é ter a capacidade de se adaptar ao ambiente. Seja você mesmo em todo lugar! Arranque sorrisos em todo lugar, deixe saudades em todo lugar, viva da forma que tu quer viver, veja os dois lados da moeda e aproveite o melhor, aproveite de verdade, depois pára pra pensar e diz pra você mesmo: minha vida é foda, minha vida é minha!

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"Agora que o destino te trouxe até a mim, não devo mais deixar você sair daqui, pois quando vivia preso em velhas lembranças de ilusão, você apareceu com todo aquele seu encanto me conquistando. No momento que tudo parecia não ter mais solução e agora que estamos, todo o momento quero estar com você. Então só quero te provar que é o que ninguém, por você, sentiu; é algo que esta guardado dentro de mim, mas preciso dividir com você todo esse amor e que sem você tudo fica sem sentido. Se o destino quis um mundo que só existisse só eu você, não deixei você sair e fui até você." N

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Dia, noite, madrugada


Passei o dia escutando Hevo84, é quase a trilha sonora da nossa história.
"Verdades não vão faltar, e quando menos esperar, eu vou estar aqui. No peito, essa voz guardar, e quando menos esperar, a solidão irá partir, prum lugar que eu não sei se o sonho vai te reencontrar, se vamos conseguir voltar a ser. Tão dificil entender, mas os dias me fazem ver que a verdade é você! E tentar me escondar, aceitar que meu coração não vai mais sofrer." Verdades - Hevo84

Tô indo durmir agora. AUHAUHAUH Boa noite!

Gordinha

Você me tira as palavras de uma forma única, e eu me prendo ao nosso passado, nosso presente e nosso futuro. Fato que nada está perdido até agora, no entanto, nada mais poderá voltar. Dois anos é muito tempo, acredite! E a cada dia desses dois você se torturava tanto a ponto de conseguir me enviar sinais inexplicáveis. Tudo bem até então, se eu conseguisse entender esses sinais. E você nunca me deixou de lado, nunca me deixou sozinho, nunca me desamparou. Talvez seja uma das maiores bençãos da minha vida, maiores e melhores. Você foi meu sustento, meu pilar, minha força, minha voz, meus olhos; você foi o que eu precisei ter em todo esse tempo. Hoje eu entendo, mas já é tarde, e eu sei que do meu lado você não vai sair. Nunca será tarde para nós dois, pra nossa amizade de... quanto mesmo? 10 anos? É isso aí! Obrigado por tudo, Maria Thereza Alves. E se lembre: "enquanto a lembrarmos das lembranças, elas estarão vivas". ILY, gordinha!